14.8.09

de logo ali pra lugar nenhum

- em q mais posso te ajudaR?
- ah seila. amor, fraternidade?
- peace and lov, woodstock
- bom, fala coisas pra aliviar a tensao
(...)
- vms viver alguma coisa?
vms sentir alguma coisa.
e que sejam coisas boas.
- ja vivi mto cazuza e chico
mta piração e poema
mta bebida e loucura
mta coisa pra nao deixar pra depois
mas sinto que vou me afogando e me enterrando ao mesmo tempo
só tenho coisas bonitas pra dizer, não pra mostrar
- caralho.
forte
fiz uma frase. olha so:
a vida é cinza se o céu está cinza. mas e se você for azul?
sem mais angustias confinadas em sambas
a gente eh triste, mas finge ser alegre. e no final, a gente nem sabe mais o que finge e o que sente de verdade.
pois é isso mesmo!
as coisas se misturam ate que nao sabemos mais quem somos

Mas pra fazer um samba com beleza (será que ainda?) é preciso um bocado de tristeza senão não se faz um samba não...

11.8.09

ME cobraram

Me cobraram inspiração, me cobraram jeito, me cobraram saúde.
Insistiram que o dia-a-dia é o que a gente faz dele, mas insisto em dizer que não em 100%. O dia-a-dia não é poético.
Mas ora, pode ser? Em meio a tudo isso que já sabemos, posso transformar meu início de gripe num marco de recomeço?
Leio Clarice, piro, releio, não entendo. E insistem em dizer que até Clarice às vezes não dizia nada com nada. Pra mim. Pra ela (uma terceira pessoa) poderia estar dizendo.
Riscos. Cobranças. Gripes. Inspirações. Quando penso nisso tudo até penso também que pode ser poético, vai.

25.6.09

Pena que e-mail não sente abraço

c'mon, abuse me more I like it

uma flor. vermelha.
a coloquei no meio do meu caminho.
o pote, cheio d'água até a metade.
hoje troquei a água e a resfriei com alguma gotas já que, presa, não há orvalho.
esta flor.
vermelha. e uma. única. único botão.
a envenenei.
a coloquei no meio de um caminho.
e ela desa-brochou.

22.6.09

O peso de crescer

Já diria o Dr. Castanho... "Algumas pessoas não suportam o peso da vida adulta... e está aí o que acontece com elas".

Pois é. Muita coisa pra pensar, pra fazer, resolver.
Outro dia, ao entrar no carro, pensei que eu não sabia dirigir.
Dá uns tiutis de vez em quando.
Engatei e segui em frente.

8.5.09

Acinzentado

2.3.09

...mas pra fazer um samba com beleza...

o samba é a tristeza que balança
isso é um segredo
me dá mais um copo

onde conseguiste estes olhos?
no mesmo lugar onde achaste este teu sorriso

aceita um suco?
você fuma 4 tipos de cigarro?
eu canto

branquinha?
não, aceito o suco

abra a cortina
você pendurou minhas roupas?
pare de olhar

não falemos mais nisso
xiu
é segredo nosso

mas pra fazer um samba com beleza
é preciso um bocado de tristeza
senão não se faz um samba não...

28.2.09

Mudança só entre 9h e 17h e aos sábados

Olhando pela janela do quarto, pude perceber o que significa a constante mudança no mundo. Uma constante. Da janela do quarto, percebi o quanto a paisagem continua a mesma, para mim, há anos. O quanto não mudei, durante toooda esta vida. Da janela do quarto, vejo a favela, em constante obra, em costante crescimento - e não para os lados, mas para cima. Um puxadinho aqui, outro ali; carro novo, pintura nova, gente sempre fazendo festança. Gente, que se incomoda com ficar parado. Gente que sobrevive, e muda, e desmuda. As pessoas são as mesmas, muitas até cumprimento. As pessoas que conheço há estes mesmos anos... Pessoas que mudam. De favela, quase mais nada.


Da janela também dá pra ver as mesmas árvores, que crescem e que são cortadas ano a ano, mas que sempre estiveram aqui, desde os meus poucos anos. Os prédios, são poucos - mas não me lembro se os vi mudar para cá ou se eles que me deram boas vindas quando nasci. Os carros que não 'cabem' na garagem, sempre os mesmos, parados em suas respectivas vagas - na rua. A mesma rua. A mesma desconhecida rua. Da janela tiro foto ou outra de vez em quando, uma hora uma linda Lua, outra hora tentando encontrar o enquadramento perfeito do colégio, o colégio que estudei anos - sem mudar. Daqui, muitos anos, muitas indas e vindas por essa rua, muitas noites nesta mesma janela papeando com vizinho, chamando o tio que mora no andar debaixo para pedir açúcar emprestado, para ver os fogos brilhando no Céu. Da mesma janela, vejo tudo igual, com algumas mudanças. Da janela para dentro eles vêem a mim. Igual. Igual. Igual.

Minha avó me disse ontem que gosta de mudar. Feliz aniversário, vovó.

28.1.09

De repente, não mais do que isso. Foi o ato de agora.
Pegar aquele papel e a caneta e fazer eles, em uníssono, rasgarem-se. A folha sai perdendo? Toda pintada. Quem disse? A folha sai leve, diferentemente dos cascos de tinta que pairam sobre ela.
A tinta sai fresca? Sai e seca logo, como o respiro de meus olhos ao ver, em cima da mesa, caneta e folha jogadas.
Lhes emprestei minhas mãos.

8.11.08

Cha-chinha.

Como eu disse, demorou para eu tomar conhecimento que meus dias estavam contados.
Sem poder ter os papos, sem poder discutir sobre trabalho, sobre a forma de. Sem poder conversar sobre um vinho ou sobre o melhor restaurante da semana, sobre a unha, sobre sua família tão querida, sobrinho, irmã. Sobre zonas e nossas famílias.

Ai, aquele sofá. Cigarros e cigarros. Aquela sala. Já estou com seu chinelo nos pés e abrindo a geladeira, pegando meu copo. Depois quem sabe durmo jogada ou pego meu pijama e vou pro meu quarto :)

No fim, seguimos a mesma linha. Temos as mesmas ânsias e quando conversamos vimos que temos muito, pelo-almor-de-deus - muito em comum.
Você me diz que eu fico pensando em alguém como fui, no trabalhar. Eu lhe digo que quero alguém em quem eu confie a chave do carro e a bolsa aberta, como fazíamos.

Depois de tantas orgias gastronômicas e de papos, insanos, sorridentes, tristes, chorosos... Nossa, você esteve presente em taaaantos momentos. Até no GuitarHero me incentivou.
Eu não sou só um boneqinho do Wii. Somos queridas. Doidinhas no meio de tanta coisa psicodélica. E somos porque nos coube. Nos fizemos queridas. Abri minha vida, abriu-me a sua. Abrimos novas oportunidades e você, no fim, aceitou que eu primeiro tinha que ver a novela, para depois conversarmos.

Ahhh, tanta, mas tanta coisa que ninguém nunca vai entender. Você tão calma e tão estressadinha, mimadaaaa; eu também.
Nos vemos logo menos, você sabe disso. E quando quiser fu, beber uma cervejinha (eu levo Kaiser de grátis) e jogar uma tranquinha até o sol raiar, é só chamar. A tecnologia nos permite isso :) ufa.

O moço uma vez falou que parecíamos o seriado.
Policial bonzinho e policial mau. Acho que fizemos este seriado, que vai caber em temporada eterna.

Nós somos loucas, com cuidado. Temos nosso segredos, mantidos em segredo. Você baixa, eu baixa, embora um pouco mais alta. Eu careto em uns assuntos e você em outros...

Quanta coisa construímos?

Meio bossa-nova e rock'n'roll, faz parte do meu show. Essa vida Cazuza ainda nos leva pra longe.

Amanhã vamos juntas? Eu te ligo quando acordar.
Beijos, boa noite.
Bu


---
Lista para se ter uma boa overdose com comida, pecando os 7 capitais dentro de um mesmo: a Gula.
Era mais ou menos isso, né?! =)

Queijos; Fondue queijo; Vinho; Queijo Presente; Coca-cola; Água; Fondue choco; Banana, Morango, Kiwi; Narguile; Ciga; Coca-cola; Colherada; Café; Pães; Manteiga Parmesão; Requeijão; Leite; Queijinho SãoPaulo; Coca; Narguile; Ciga; Filme; Caipirinha Morango e Kiwi; Vinho; Cerveja; Risoto; Coca-cola; Fondue choco; Banana, banana; Morango genérico; Jogo; Palmitex; Manteiga Parmesão; Requeijão; Vinho...

Sorvete com MM? Hmmmmmm =)
Pizza? Japa? Costela? Quando???
Quando repetimos isso?


14.9.08

às veis, até cuncurso inspira a gente...

Mamãe. Deu-me crédito ao deixar nascer. Em acreditar em histórias, e quando me fez cair da bike e aprender. Trocos e feijão. Falei mais alto e ela sabia que eu pensaria a respeito, sobre respeito mesmo. Olhares e boas noites. Hoje, diploma na mão. Longa história... Mais bonita porque pago com amor.

Mamãe.

17.5.08

pra liberar da caixa de entrada ;-)

"Se eu aguento ouvir outro não
Quem sabe um talvez ou um sim
Eu mereça enfim
É que eu já sei de cor
Qual o quê dos quais
E poréns dos afins
Pense bem
Ou não pense assim”

1.5.08

queridos amigos

Quando eram todos jovens, com seus vinte e poucos anos, tinham esperanças, tinham ideais e acreditavam verdadeiramente que poderiam alcançá-los. E estampavam essas crenças em tudo – nas roupas, no pára-brisa da Kombi e na própria vida. E os sonhos, dos muitos que sonhavam, eles tratavam de colori-los com as cores fortes da paz e do amor. Mas o Tempo, esse escultor, fez o que quis do destino deles. Agora, na metade da vida, tendo atravessado infernos, purgatórios e paraísos, novamente vêem-se uns diante dos outros – como queridos amigos que foram e que ainda acreditam ser –, dispostos a brindar e, quem sabe, a resgatar o que deixaram para trás.

Mas será possível recomeçar daquele ponto tão distante, perdido na memória? E o que fazer com a vida que se viveu até hoje? Haverá tempo pra esse resgate?
...


http://presite.queridosamigos.globo.com

30.3.08

audiosurf

Eu sou uma nave com superpoderes. E minha única e exclusiva missão é pegar os blocos coloridos que me são jogados ao vento, naquela atmosfera flutuante e formar certa posição lógica entre eles, quase um desenho. Eu piloto - e no ritmo de - minhas músicas preferidas, mas quando meu cenário está cheio, trombo e fico segundos distante do jogo. Este cenário é todo meio psicodélico e os blocos vermelhos valem mais, cores quentes.
Eu ando sonhando muito com isso. Estou um pouco afastada da realidade; mas... só vou brincar com mais algumas canções...
Ixi.

21.3.08

ma que pregui....

preguiça
do Lat. pigritia

s. f.,
aversão ao trabalho;
tendência viciosa para não trabalhar;
negligência;
indolência;
inacção;
mandriice;
corda que dirige o peso dos guindastes;
pau a que estão pregadas as cangalhas da canoira;
Zool.,
mamífero desdentado do Brasil.


pode ser essa coisa aí de tanto trabalhar, pode ser também uma vontade imensurável de querer repor o que não foi dormido (ou descansado) e talvez, até, pecado capital.
A história verídica mesmo é que nada como um feriadinho pra ficar na cama o dia todo... E recusar-se um pouco a pensar.
Poxa, funcionei tanto ontem que tive de tomar remédio pra parar de sonhar ;-)
Proveite.

9.3.08

de um blog de trabalho

Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor do nosso jardim
E não dizemos nada.

Da segunda noite, ja não se escondem:
pisam as flores, matam nosso cão,
e não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua e,
conhecendo o nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.


Vladimir C. Maiakovski - 1893-1930

12.2.08

afinal, é aquilo tudo que a gente já conversou mesmo. no final, só resta você; e o final.

20.9.07

some arts around the reflection, above. about art.

minha preferida é Lost in Reflection.
girlie at http://www.pixelgirlpresents.com, meu primeiro favorito no del.icio.us.
de pensar morreu o burro. prazer.












19.9.07

aprecie o infinito.

Um dia me falaram desse tal de Bah... não, nem foi. Falaram direto foi sobre este livro que ele escreveu. Eu demorei bem um tempão pra começar a ler, como sempre; mas li. Li com uma despretensão e tranquilidade absurda, porque o livro é isso. O livro é louco. Passar o tempo da leitura ouvindo uma estória contada por uma Gaivota.
Vale a pena. Se não para se tornar mais 'otimista' e seguro de si mesmo, conforme abaixo citado; para adicionar umas gotas de tranquilidade que parecem ser jorradas do céu depois do bater de asas tão, tão... firmes em si.

---

Fernão Capelo Gaivota
AUTOR: Richard Bach
TEMAS: aviação-aventura
PÁGINAS: 78
EDITORA: Record

Contra-capa
As pessoas que fazem suas próprias regras quando sabem ter razão; as que sentem um prazer especial em fazer as coisas bem feitas, mesmo que só para elas mesmas; as que sabem que a vida é muito mais do que os olhos podem ver... Todas estarão ao lado de Fernão Capelo Gaivota em sua aventura inesquecível. Uma história emocionante sobre a liberdade e os prazeres de voar que inspirou milhões de pessoas em todo o mundo.

Uma obra-prima que, a cada dia, conquista mais admiradores, que aprendem novas maneiras de fazer suas vidas valerem mais a pena.

Orelhas
No fim dos anos 60, após deixar a Força Aérea e arriscar os primeiros passos vacilantes em uma carreira literária, Richard Bach não via grandes perspectivas em seu futuro. Um dia quando pensava sobre a vida, ouviu uma voz misteriosa que começou a contar-lhe a história de uma gaivota que queria voar mais alto e mais rápido. Impressionado com aquela inspiração misteriosa Bach escreveu tudo o que ouviu. Ao final, tinha terminado uma das obras mais populares e importantes das últimas décadas: Fernão Capelo Gaivota, uma aventura emocionante sobre a liberdade, que inspirou e mudou para melhor a vida de milhões de pessoas em todo o mundo.

Através da história de Fernão Capelo, Bach transmitiu uma lição positiva de vida que, três décadas depois, continua emocionando leitores de todas as idades e nacionalidades.

Parábola universal, a vida dessa gaivota inspirou atitudes otimistas, que levaram a felicidade a inúmeras pessoas, que, até então, não tinham a coragem necessária para lutar por seus sonhos e ideais.

Richard Bach foi piloto da Força Aérea Americana entre um curto período de paz entre as guerras da Coréia e do Vietnã. Após dar baixa, resolveu dedicar-se à literatura. Seu primeiro sucesso veio com Fernão Capelo Gaivota, publicado em 1970, após ser recusado por diversos editores. Desde então escreveu outras obras de grande popularidade, como Ilusões e Fugindo do Ninho. Os aviões, porém, não foram deixados de lado. Bach continua pilotando e escrevendo sobre o assunto, como em seu mais recente livro, Fora de Mim, lançado no Brasil em 2000.

http://www.360graus.com.br/compras/shopexd.asp?id=667

1.8.07

Dança

24.06, faz um tempo já. Tanta coisa já foi que nem sei mais. Nunca soube, na verdade; minha memória funciona estranhamente, não dá nem pra falar que ela grava o mais ou o menos importante. Ela tem vida própria, grava o que quer. Ora maldades, ora verdades, ora curtas felicidades.
Paris, Te Amo - ainda não vi este filme, mas me é o mais curioso agora. Meu irmão insiste em dizer que sou alternativa, mas isso não tem é nada a ver, eu apenas conheci pessoas diferentes, que vivem em um outro mundo, intersecção com este.
Ando engordando de novo, minha cabeça incha a cada dia por tantos pensamentos, mas no fim do dia está sempre murcha.
Não acredito em nada, ceticismo genial. Mas levo bronca e acredito que isso é minha preguiça e prazer de não querer entender nada, e se conformar.
Tô pra ler uns livros ainda, mas não comecei. A cada escolha, uma desistência; e é assim que vamos.
As despesas andam me consumindo e tudo o que posso fazer é brincar com a minha neurose e anotar tudo que gasto. Isso me faz bem. Adoro anotações.
A faculdade? Já faz seis meses, sem fim. Ainda estou para receber meu álbum de formatura; não sei mais que curso fazer. Faria o mesmo, de novo?
Eu ando escrevendo pouco e dormindo demais. Isto me consome.
Quero dançar meu último tango em Paris. Preciso aprender.

11.4.07

comentário

e dizem que quando se perde o sonho, se deixa de sonhar, nada mais é vida... sei lá. tanta tristeza e tanta alegria. mescla imperfeita do que queremos e não viver. =)

2.4.07

Não se esconda por ser normal

Fingimento não acordado, espontâneo, que rege a mórbida fraude desse protótipo todo, tolo, nada saudável, desmentido ao se constatar que a loucura é então a loucura verdadeira.
Tente ser louco, you can try. Você vai desistir. E vai encontrar outro louco que não aceite. Procure os outros loucos que procuram loucos. Você não os encontrará. Quando sua loucura se revelar, eles lhe reprimirão. E não aceitarão.

A loucura é demais.

Quero mudar, quero ser louco para o louco. Quero ser normal, e aí talvez o meu crepúsculo realce no meio de todos eles.
Vais fazer algo diferente. Vai ser só mais um. Vai ser enganado, traído. Receberá vaias. Vaias.
A loucura é demais para quem a almeja. Inatingível.
Ninguém aceita o que foge aos padrões. Por mais fora dos padrões que ele esteja. Você está inserido no pensar de alguéns. E estes sabem como lhe julgar.

Find. Procure loucos. Jogue sua precisão toda fora. Você não os encontrará. E se encontrar, será demais para você.
TENTE ser louco. Você não vai conseguir. Você não será aceito. Por nada, nem ninguém. Porque mesmo a loucura, tem seus paradigmas, regras e limites.

O que é visível, nem sempre é perceptível. Eu mesma me decepciono a cada loucura a_cometida.

21.3.07

Secreto

Choraste a minha morte quando ela não havia acontecido.
Chorei a tua morte até que se acabassem as pétalas secas da esmorecida rosa.
Embebedamo-nos de choro. Sufocamo-nos com nosso próprio orvalho. E ali se foi mais um vil trecho da vida. Bobo? Pura e despretensiosa.

Escondidos, continuam os segredos.
Preciso ler A Arte da Guerra.

13.3.07

incompleto

viajar meu inglês
treinar muito longe
procurar meu jazz
encontrar meu sapato
apagar meu vestido
despir minha planilha
tomar meu cabelo
cortar meu café
olhar exercício
fazer ao redor
amar muito menos
morrer muito mais

10.3.07

just a Letter

Eu lhes disse, ainda esta semana, que escreveria sobre a contagem das latinhas. Lucidez?
Se estamos sempre dividindo a cerveja no meio, a conta das latinhas pode, uma hora, dar um número ímpar. Você quis me confundir. Vocês não entendiam o que eu lhes falava.
Vocês riram de mim e me deixaram falando sozinha com o celular. Lembrei na hora de coisas do trabalho. Aquele Agente um dia ainda me pega de jeito. E eu bem vou gostar. Vocês riram de novo.
Nós rimos por belo tempo. Cogitamos a hipótese de parar. Apagamos. Como é bom dar risadas sem fim.
Mas no outro dia acaba? Fica tudo vazio? Depressivo. – Não exagere na dose, Mocinho.
- Sirva-se, temos uma porção de risadas na geladeira e no freezer. Você pode pegar algumas e beber cerveja frozen... Servido?
Eu estou sem memória. Bem mesmo, não lembro de nada. Isso já faz uns 4 anos... Congelemos memórias. Vamos inserir mais memória em nosso cérebro? Quantos k bytes?
Pára. Isso aqui virou loucura.

O que me resta são sonhos pré-definidos antes de dormir. São os sonhos com os quais decidi sonhar. Hoje (aquele dia) fiz isto.
Vocês me fizeram esquecer. E por agora, agradeço minha falha memória. Meu erro de sistema.
Quando nos juntamos de novo?

Loucos... Quero ser internada com eles.
Deveria, sim, existir Ctrl Z na vida. É uma questão de praticidade.

Beijos,

27.2.07

true lies

..."eu quero ver você dançar em cima de uma faca molhada de sangue
enfiada no meu coração
nada vai te acontecer, não tema
parece ser difícil mas não
tá todo mundo dançando a nostalgia do verão
esse é o reino da alegria

como eu também estou nessa merda
então porque não ficar aqui?"...


tks, mombo. you leave me crazy until happy.

22.2.07

c'mon, abuse me more I like it

esta flor.
uma flor. vermelha.
a coloquei no meio do meu caminho.
o pote, cheio d'água até a metade.
hoje troquei a água e a resfriei com alguma gotas já que, presa, não há orvalho.
esta flor.
vermelha. e uma. única. único botão.
a coloquei no meio de um caminho.
e ela desabrochou.

11.1.07

" dídi "

Nós sempre brigamos muito. Isso não mudou até hoje... Por que mudaria? É caso de família, mesmo. Não... Não como os que vemos na TV, ora absurdos de ódio mortal, ora perfeitos de beleza mentirosa da vida.

Você já luxou meu dedo ‘Seu Vizinho’. Eu já te bati até meu braço doer. Guerrinha de tudo quanto é tipo. Do Comandos em Ação ao Vídeo-Game. Brigamos, brigamos e brigamos, a ponto de demorar pra você entender que eu ia sim namorar um cara. E daí por diante as coisas mudaram. Mudaram nada ;-)

Você prefere Coca, eu rio quando você inventa de dar um gole na minha cerveja. Você Administração, eu Publicidade, embora seu quê seja na comunicação. (somos parecidos?) Você fala inglês como ninguém, eu travo. Você insiste que eu dirijo bem porque tive a good professor; mas você sabe que eu manjo. Nós somos extremos nas mesmas situações. Você diz sim, eu digo não; e vice-versa. Quem sabe até partilhemos da mesma opinião. O negócio é discordar. Sei lá.

Os dias passaram e brigamos. Brigamos por causa do carro, de um atraso, do computador, dos seus gritos pelo futebol. Brigamos porque eu gosto de pizza de mato e você só quer queijo na frente. Você bebe leite, eu prefiro água. Meu deus do céu... Será que só somos parecidos nos cachos?

Você era dourado e mamãe te dá leite até hoje. Eu nunca liguei, na verdade, mas é sempre bom rir e brincar que você é o queridinho dela. Eu sei que não. Eu só me preocupo em cuidar do teu coração.

Nós nos amamos. Demais.
Aquela foto. Ah, aquela foto diz tudo. Tão poucos anos, um sofá, um colo, 1986 e um carinho arrebatador marcado numa simples imagem. Que não sai, não sai da minha cabeça. Guardo no olhar.

Nós nos amamos. E hoje - você num carro, eu n’outro - eu sinto falta de não falar com você de manhã enquanto você tenta tirar o meu mau humor matinal, seja comentando da única voz que me faz sorrir na rádio AM, seja contando algum fato; enquanto me dá uma carona não tão bem quista em direção ao meu futuro. O meu futuro. Você está lá. De azul, inserido num manto de plumas, sob meu olhar de todo o cuidado do mundo pra que vire eterno.

Eu te amo. E isso não tem medida cabível. Pode multiplicar.

10.1.07

in chains

Seu universo preto. O meu, preto e branco.
Suas chamas acendem – e pelando - eu insisto em me queimar.
Suas vontades, um tanto quanto obscuras. Desejos insanos de uma falsa mente.
A gente vai brigar, eu já disse. Fecho a cara. Mas vamos rir muito mais.

Toque-me agora, me toque mais, não me deixe em paz.
Sorriso e carinho. Um em cada braço seu. E o sol, que volta a se por todos os dias, no fim da tarde acalorada e cansada. Essas cortinas frisam a sua pele.

Você aceita uma dose?


Um dia – eu já disse – te mato.

2.1.07

Muhammad my friend
It's time to tell the world

"...
Sweet sweet sweet
Used to be so sweet to me
..."


O mundo pára um pouco.
E a minha pressa se concentra apenas em conseguir acompanhar uma doce, bela e faceira voz. Com arranjos de anjos. Com batida perfeita. Com batimento ordeiro. Mel que adoça o fim de cada estrofe.

Hiperatividade. E eu esqueço até de pensar.
Seu sorriso me corrói aos poucos. Não pára, não, não pára.


Muhammad My Friend, Tori Amos, no YouTube

12.12.06

...porque a tristeza é o samba que balança...

e seu eu parar de dançar, o mundo pára comigo.
e se eu parar de gostar, ninguém vai gozar contigo.
e se eu parar pra pensar, eu duvido.

10.12.06

Por detrás do fundo do copo

Existem duas coisas ao mesmo tempo. Veja você mesmo.
Two things.
Preciso treinar meu inglês.